Como introduzir horror/terror em cenários de animes?

Fui questionado por um de nossos leitores sobre como introduzir o clima de horror do Mundo das Trevas em um cenário "animesco" como o do 3D&T.


   


Neste post vamos analisar os fatores que fazem os seus jogadores sentirem medo (não medo de jogar, mas aquele cagaço gostoso dos jogos de terror ^^ ), e adaptá-los ao novo cenário.
Antes de mais nada acho necessário explicar a diferença entre o horror e o terror. O horror, nosso objetivo aqui, consiste na repulsa e no medo instintivo, algo que vem de dentro de você e se externa como o medo, por exemplo: "Jack perseguiu o suspeito até um grande prédio ainda em construção, a brisa leve e fria causava-lhe arrepios e parecia sussurrar em seu ouvido, e Jack temia que algo o espreitasse das sombras".

Comentem!!!

     Eu tenho notado que muitas pessoas visitam o blog, mas quase nenhuma nos deixa um comentário. Leitor, deixe um comentário com seu ponto de vista, com suas vontades ou críticas (só as contrutivas ;D ), fale conosco para que possamos criar um conteúdo direcionado diretamente a você!

     E tem mais, toda vez que você não comenta, um gatinho morre.











Contamos com a sua ajuda para a salvação dos gatinhos! Um abraço.

O Narrador.

O Mundo das Trevas: Escuridão, medo e sangue!

 



"Com as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta de veludo cotelê, Tom sorriu, deixando escapar um suspiro de satisfação.
— Não mudou nada. Está tudo do jeitinho que eu lembrava.
— Ah, que isso — disse Jenny, olhando com ceticismo para a pequena lagoa e cruzando os braços. — Nada continua igual para sempre. Alguma coisa deve ter mudado neste açude.
— Não eu 'tou te falando, 'tá do mesmo jeito. A mesma árvore, os mesmo galhos, a mesma quantidade de água. Caramba, aposto que o velho "buraco para lugar nenhum" ainda está lá no fundo.
— "Buraco para lugar nenhum"? — Jenny repetiu, fazendo careta. — Parece assustador.
— É, a gente costumava apostar um com o outro para ver quem ia até o fundo. Bobby tentou uma vez, mas não conseguiu segurar o fôlego durante muito tempo. Ele quase morreu de medo.
— Eca — Jenny agitou os braços, tentando afastar a imagem. — Pare com isso, Tom.
Tom tirou a jaqueta e sorriu.
— Eu jurei que encontraria o fundo daquele buraco um dia.
Jenny olhou para ele, incrédula.
— 'Cê 'tá brincando. — Ela balançou vigorosamente a cabeça. — Pare com isso, Tom.
Ele deu uma risada e tirou as calças, revelando os calções de banho. Antes que Jenny conseguisse agarrar-lhe o braço, ele se jogou nas águas turvas.
— Não dá pra ver nada com toda essa lama! — berrou Jenny. — Deixa isso pra lá e vamos pra casa.
— De jeito nenhum! — disse Tom — Eu jurei que faria isto. Além do mais, deixei cair um dólar de prata lá em baixo uma vez. Quero a moeda de volta. — E, dizendo isso, ele mergulhou.
Jenny viu-lhe a forma escura descer cada vez mais. A sombra se deteve no que parecia ser o fundo do açude e depois desapareceu. Ela gemeu, abraçou-se, mordeu os lábios e esperou.
— Tom! — ela gritou ao ver que ele não voltava. — Ai, meu Deus!
Ela tirou os sapatos e as calças. Não tinha roupa de banho, estava só de calcinha. Com uma careta de frio, ela nadou para longe da margem.
Antes de chegar ao meio do lago, ela se deteve, levou as mão à boca e tentou gritar, mas nenhum som saiu de sua garganta. Bolhas e sangue brotaram do local onde Tom havia desaparecido. Paralisada de medo, ela tentou reunir coragem para mergulhar e ajudá-lo. Foi então que a mão dele apareceu na superfície. Ela deixou escapar um suspiro de alívio, que se transformou no grito antes reprimido quando a mão continuou a boiar, decepada à altura do pulso ensanguentado."

         Sabe aquele arrepio na espinha que você sente quando anda sozinho na rua à noite, ou então a sensação de que aquele novo garoto na sua roda de amigos esconde algo assustador? Isso é uma colher de chá para o MUNDO DAS TREVAS 
O cenário mais popular do sistema Storytelling acabou se tornando um jogo completo e eximiamente trabalhado, com ganchos para qualquer tipo de aventura de horror e 3 suplementos ENORMES e igualmente bem trabalhados!
O Mundo das Trevas é um mundo parecido com o nosso, mas com um clima mais sombrio. Os dias são menores e mais nublados, as noites maiores e mais escuras, a neblina percorre as ruas, o vento uiva uma melodia melancólica e você vislumbra criaturas novas em cada esquina, seres monstruosos e horrendos. Amigos de longa data se revelam como seres inimagináveis, cheios de garras e presas pingando veneno. Nada do que você conhecia do mundo é um porto seguro, e a sua própria mente pode te matar!



P.S.: Antes de dar o meu review aqui quero deixar claro que o Mundo das Trevas é um cenário muito mais complexo do que o 3D&T, portanto suas opiniões e as minhas podem discordar em diversos pontos. Boa leitura.


Obras


Oi gente, aqui é a Hobbit. Hoje, nesse começo de mês animado (e quente), decidimos tirar o dia para ajeitar alguns detalhes no blog, portanto o template pode (e vai) sofrer diversas modificações. Estamos testando algumas configurações, por isso nossa página pode não carregar completamente por aí. Sentimos muito pela frustração, mas vai valer a pena. Aguardem!

Hobbit.

Conto - O Desbravador da Neve


O Desbravador da Neve

Os ventos uivavam ferozes pelos montes nevados da grande cordilheira de Jotunheim, para todos os lados que a furiosa nevasca permitia olhar, tudo o que se viam eram as incontáveis montanhas brancas, cada uma tão alta e imponente quanto a outra.

“Nesse ritmo não chegaremos antes do anoitecer.” – Pensava Ulfric Olafsson, Capitão-de-Armas de um dos grupos de batedores a serviço do Jarl Ivar Cinco-Dragões. As montanhas no extremo norte de Norkslund, conhecidas como Jotunheim, eram os domínios dos Jotun, os infames gigantes de gelo e , assim como seus habitantes, eram perigosas e traiçoeiras. O que mais preocupava Ulfric, porém, não era a terrível caminhada pelo terreno ermo, ele já havia vivido quase quarenta invernos e era muito experiente em trilhar caminhos por montanhas tão selvagens quanto aquela em que seu grupo se encontrava, o real medo do capitão eram as criaturas que se escondiam naquele local maldito, dizia-se em Nidaros que as montanhas de Jotunheim serviam de lar para bestas terríveis, trolls, worgs, bruxas, feras devoradoras de homens e até mesmo para lendários dragões. Ulfric já havia batalhado contra trolls e outras monstruosidades em sua vida, e Dentegelado, sua espada de dois gumes, já havia se banhado no sangue de incontáveis feras que ousaram cruzar o seu caminho, mas isso fora em outros locais, raras vezes ele havia penetrado tão profundamente na tenebrosa terra dos gigantes gelados e sempre o havia feito com a companhia de soldados mais experientes e mais numerosos.

O capitão coçou sua espessa barba loira, que agora já não possuía o tom dourado de outrora e estava começando a ser marcada pelo branco que revelava os anos que carregava nas costas, e tentou afastar de sua mente as preocupações que o afligiam, afinal, era o mais respeitado batedor do Jarl de Nidaros, servia ao seu rei havia muitos invernos e não seria agora que deixaria o medo dominar o seu coração.

Virou a cabeça para trás e observou através do elmo, com seus gelados olhos azuis, o grupo que o seguia com dificuldade pela trilha na neve. Três batedores andando em fila indiana; Bjorn o Baixo, com seus longos cabelos e barba negros, e que facilmente deveria medir dois metros de altura, seguia na frente do grupo carregando seu machado de cabo longo e suportando o peso da cota de malha que vestia por baixo das pesadas camadas de peles. Seguindo ele estava Halfdan de Opphaug, o mais novo do grupo com dezessete anos, de cabelos ruivos como a curta barba em seu rosto, este levava uma espada curta e uma adaga presa ao seu cinto e preferia se vestir com um colete de couro reforçado embaixo das peles que o aqueciam. Atrás do jovem Halfdan se encontrava Fjalar Quebra-Crânios, um homem baixo, mas muito forte, com cabelos e barba loiros, que devia seu apelido à maça de ferro que usava em conjunto com seu escudo circular de madeira, no qual havia pintado um crânio partido, vestia uma cota de malha por baixo de peles assim como seu companheiro de maior estatura.

“Nenhum deles viu muito mais do que umas duas dezenas de invernos” - Pensou o capitão do grupo. Ele havia pedido aos seus superiores que lhe fornecessem batedores experientes para essa missão, mas a grande maioria dos homens do exército de Cinco-Dragões se encontrava na guerra que ardia entre Nidaros e Molde, ao sul, deixando poucos disponíveis para os trabalhos dos batedores.

Tutorial nº 1 - O cyborg medieval!

Olá pessoal! Vamos ao primeiro tutorial!

Antes de mais nada, vamos escolher o cenário; como a ideia aqui é criar um cyborg em um mundo medieval, o cenário é um mundo de fantasia medieval.
Algo muito importante, que acaba sendo deixado de lado devido à impaciência dos jogadores ao criar seus personagens é o background dele. O nome do nosso cyborg aqui será Roy "Apparattus". Roy leva sua vida como mercenário. Em um de seus trabalhos, Roy deveria roubar os estudos de um famoso cientista. Uma das armadilhas instaladas nos cofres do Dr. Magister acabou esmagando todo o lado esquerdo do corpo de Roy, o que o teria matado se o próprio doutor não o tivesse salvado. Dr. Magister aproveitou-se de sua nova cobaia para concluir seus experimentos com máquinas com suporte para seres vivos. Assim nasceu Apparattus, o mais novo cyborg do reino.
Algumas pessoas têm dificuldades de imaginar cyborgs na era medieval; para facilitar a visualização de uma criatura meio-homem meio-máquina, tente pensar em algo mais próximo possível da época ao invés de imaginar próteses mega modernas ou máquinas super futurísticas como geralmente acontece. Tente imaginar uma maquinaria mais no estilo steampunk, maquinaria pesada funcionando principalmente à base de vapor.






Como estamos usando como base o sistema 3D&T, a pontuação é inevitável; Roy é uma lenda, O Único Cyborg Do Mundo, então começará com 12 pontos.


Adaptações e a abrangência da imaginação!

Olá pessoal! Aqui é o Narrador escrevendo pra vocês mais uma vez!
Hoje resolvi tratar de um assunto que vem me perturbando muito e que não deveria ser um problema tão sério para jogadores de 3D&T: a audácia.
Como já foi dito anteriormente, o 3D&T permite que você crie as mais variadas personagens, entretanto, muitos jogadores entram em um dilema: "Mestre, como eu faço pra criar um cyborg no meio de um cenário medieval?" ou "Como eu faço um lobisomem no meio do cenário de ficção científica futurista?" e por aí vai...
A abrangência do 3D&T pode ser vista através de seus suplementos, que vão de Holy Avenger (uma fantasia medieval) até U.F.O. Team (cenário de ficção científica com foco em alienígenas), ou seja, é possível criar os mais variados cenários e personagens. As situações faladas acima são possíveis e até tornam o jogo mais interessante, mas como adaptar personagens para um cenário diferente do seu original? Nós aqui do Main Quest resolvemos criar alguns tutoriais com personagens que seriam interessantes, como por exemplo, um Jedi criado pelo Advogado. Nossa intenção é apenas servir de guia para jogadores com dificuldades; se vocês quiserem um guia de uma personagem específica, não hesitem em nos enviar pedidos.
Os guias sairão assim que forem devidamente revisados. Um abraço pra todos vocês!


O Narrador.

A Maldição dos peitos grandes



Oi, eu sou o Advogado, e também postarei aqui no Blog, sobre rpg e coisas que transcendem o rpg. Se você leu o título do post e está achando que isso virou um site de pornografia, calma. Eu vim falar sobre um tema que me incomoda um pouco no universo de alguns rpgs: as personagens ou npcs mulheres, com seios do tamanho de sua cabeça, usando cintos como sutiãs e calcinhas. Não que eu seja contra mulheres gostosas, de modo contrário, só acho que não precisa ser tão explícito e comum. Em certos videogames, como no clássico "The King of Fighters", há personagens bastante "sensuais", mas isso não se aplica à totalidade. Mas em rpgs como o 3d&t, qualquer mulher, com destaque para a deusa da magia Wynna, possui um busto um tanto quanto avantajado, com exceção das clérigas com cara de menininha. Vendo e analisando isso, eu chego a conclusão de que os próprios autores desses livros acham que seus jogadores são fappers crônicos, sem vida ou namorada. Mas por que isso?

Defensores de Tóquio... OU NÃO!

Muito bem pessoal, gostaria de começar as  minhas postagens falando sobre o sistema que me iniciou no RPG, *tambores rufando*...     O 3D&T!!!
O 3D&T é um sistema brasileiro que ficou mais conhecido após o lançamento da sua mais nova versão, o 4D&T, que na minha opinião de merda ficou um lixo, mas voltando ao predecessor, o sistema cuja sigla significa Defensores de Tóquio 3ª edição raramente se passa no japão! Na realidade os cenários mais comuns do 3D&T são o Tormenta, Holy Avenger (da-lhe marketing, Cassaro) e o U.F.O. Team.
Me orgulho desse sistema, pois apesar de brasileiro, é mais conhecido do que eu poderia imaginar, um exemplo de que devíamos dar mais valor aos profissionais do nosso país.
 





Saudações!




É isso aí galerinha ;D Sejam bem-vindos ao meu novo blog, que aliás, eu não resisti e comecei com o prólogo do meu conto, afinal todo livro bom de RPG começa com um prólogo certo?! Eu enxí  o saco dos meus nobres amigos só pra poder gerar um pouco de conteúdo pra vocês, e porque é divertido mesmo, né?! Enfim, iremos falar de todos os assuntos possíveis e imagináveis, tratando-os sob a visão dos meus queridos jogadores. Se tiverem sugestões de tópicos, as mesmas serão julgadas e, quem sabe, até aceitas.
No mais, tudo de bom pra vocês, um abraço e espero que gostem do site! ^^